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Petróleo fecha a US$ 116,69 e crava novo recorde em Nova York

In Business & Financial News on 18/04/2008 at 6:29 PM

da Efe e da France Presse, em Nova York

O barril do petróleo subiu 1,6% nesta sexta-feira em Nova York e registrou novo recorde ao fechar acima dos US$ 116, puxado pela preocupação do mercado com o fluxo de fornecimento da Nigéria. Durante o pregão, no entanto, a commodity chegou a bater os US$ 117 pela primeira vez.

Na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), os contratos do petróleo cru para entrega em maio subiram US$ 1,83 em relação ao fechamento de ontem, e o barril encerrou o pregão cotado a US$ 116,69.

A forte tendência de alta do petróleo influenciou também a cotação da gasolina e do gasóleo, que também registraram novos recordes.

Na Europa, o barril de petróleo Brent (de referência) fechou hoje a US$ 113,92 no mercado de futuros de Londres após bater novo recorde sendo vendido a US$ 114,22 durante o pregão. O barril para entrega em junho fechou US$ 1,49 mais caro que no dia anterior no ICE (Mercado Intercontinental de Futuros, na sigla em inglês).

O preço do barril da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) também bateu recorde histórico ao ser negociado na quinta-feira a US$ 107,63, US$ 0,98 a mais que no dia anterior, informou nesta sexta-feira em Viena o secretariado da organização petrolífera.

Esta nova disparada, segundo os analistas, se originou pelas sabotagens contra um oleoduto, explorado por uma filial do grupo petroleiro Shell, na região do delta do Níger, na Nigéria. Primeiro produtor africano de petróleo, a Nigéria teve de reduzir sua produção em cerca de 25% por causa da violência nas zonas petroleiras desde janeiro de 2006.

A isso se somam as incertezas sobre a evolução da economia mundial – diante do que os analistas indicam cada vez mais com uma recessão nos Estados Unidos -, que impulsiona os investidores a refugiar seu capital em matérias-primas como o petróleo, o ouro e alguns alimentos.

Opep

O secretário-geral da Opep, o líbio Abdullah Salem el-Badri, advertiu nesta sexta-feira sobre a necessidade de medidas para reduzir a especulação financeira, o “principal fator” por trás da atual volatilidade e escalada dos preços do petróleo. “Estamos presenciando um mercado cada vez mais instável, no qual há uma maior desconexão entre os preços do petróleo e os fundamentos do mercado”, disse nesta sexta-feira Badri em entrevista à Agência Efe.

“Há uma série de fatores bem conhecidos determinando isto”, disse o secretário-geral da organização, em referência à “especulação do mercado, ao enfraquecimento do dólar, às tensões geopolíticas e às limitações no sistema de refino dos Estados Unidos”.

As afirmações de Badri confirmam a reiterada postura da organização de não aumentar, no momento, sua oferta da commodity, apesar de um crescimento das provisões ser o que os consumidores esperam para diminuir a alta dos preços.

FOLHA ONLINE

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