Dólar fraco, restrição da produção da Opep e ataques na Nigéria seriam motivo das altas. Valor da commodity ganhou mais de US$ 17 em Nova York no mês de abril.
O preço do barril de petróleo fechou a menos de três dólares da barreira simbólica dos US$ 120 nesta segunda-feira (21) em Nova York, fechando a US$ 117,48 – outra marca histórica, depois de novos ataques a instalações petroleiras na Nigéria, maior produtor africano do ouro negro.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de “light sweet crude” para entrega em maio subiu a US$ 117,76, nível inédito desde 1983, quando começou a ser cotado na Nymex, caindo em seguida para terminar em US$ 117,48, também um recorde de fechamento, US$ 0,79 centavos acima de seu valor de sexta-feira.
O preço do petróleo ganhou mais de US$ 17 em Nova York no mês de abril.
Em Londres, o barril do tipo Brent do mar do Norte para entrega em junho subiu US$ 0,51, encerrando com o valor record de US$ 114,43, após alcançar um máximo absoluto durante a sessão de US$ 114,86.
Temporada de altas
Há dez dias, o petróleo segue batendo recordes sob o efeito de diversos fatores, como a fraqueza do dólar e o temor de escassez da oferta, alimentados por tensões geopolíticas em áreas de produção petroleiras.
Analistas apontaram três motivos para a irrefreável escalada dos preços do petróleo: a desvalorização do dólar, a decisão da Opep de não aumentar sua produção e mais ataques a instalações petrolíferas na Nigéria.
A Organização de Países Produtores de Petróleo (Opep), que controla 40% da produção mundial de cru, se recusou de novo a aumentar sua produção petroleira, negando qualquer responsabilidade pela alta dos preços do petróleo. Para a cúpula da Opep, o mercado já está suficientemente abastecido.
A desvalorização da moeda americana, por outro lado, provocou um barateamento das matérias-primas, estimulando os investidores a recorrer à commodity para se proteger da inflação.
Por último, o MEND, principal movimento armado que atua no delta do Niger (sul da Nigéria), anunciou nesta segunda-feira ter atacado durante a noite dois oleodutos no sul do país, que segundo o grupo pertencem às companhias Shell e Chevron.
“Estamos avaliando os danos”, declarou à AFP Tony Okonedo, porta-voz da Shell.



