Encontro em Genebra discutiu soluções para a crise dos alimentos.
Documento de reunião pede revisão de subsídios à produção de etanol.
Do G1, com informações da Agência Estado
Em meio à crise provocada pela alta dos alimentos e a acusações de que a produção do etanol esteja prejudicando as lavouras de grãos, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta terça-feira (29) que o etanol produzido na Europa e nos EUA têm mais responsabilidade na alta dos preços dos alimentos do que o brasileiro, feito a partir de cana-de-açúcar.
O organismo atacou os subsídios ao etanol e ao setor agrícola e alertou que os biocombustíveis americano e europeu são, em parte, responsáveis pela inflação nos preços dos alimentos no mundo. A postura adotada pela organização sobre o tema faz parte da estratégia anunciada pelas Nações Unidas, depois de um encontro entre os 27 líderes de agências da entidade, além do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
De acordo com o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, as afirmações desta terça refletem o discurso adotado pelas autoridades da ONU nos últimos dias sobre o tema.
No último dia 15, o relator especial para o Direito à Alimentação da ONU, o suíço Jean Ziegler, havia afirmado, em entrevista a uma rádio alemã, que os biocombustíveis são um “crime contra a humanidade”.
A ONU chegou a elaborar uma proposta que seria apresentada nesta terça e que pedia o fim dos subsídios ao etanol. Mas, na estratégia final que foi divulgada, a entidade optou por deixar de fora o apelo diante de pressões sofridas. O texto final saiu apenas com um pedido por uma “revisão” e que pesquisas fossem feitas sobre o impacto dos biocombustíveis na produção de alimentos. >>>


