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Ao fim da 5ª Cúpula da América Latina, Caribe e União Européia no Peru, fica claro: interesses distintos dificultam consenso entre países industrializados e em desenvolvimento.
As metas das 60 delegações da América Latina, Caribe e União Européia foram formuladas com clareza na Cúpula de Lima: combate à pobreza, defesa do meio ambiente e incentivo às energias renováveis. No entanto, explicar como tais objetivos poderão ser atingidos não foi possível aos chefes de Estado e governo presentes no quinto encontro de cúpula entre europeus e latino-americanos. Tão distintos parecem ser os interesses de países industrializados e aqueles em vias de desenvolvimento.
Benita Ferrero-Waldner, comissária de Exterior da UE
Em questões comerciais, os impassem continuam. “Não é sempre fácil negociar, pois os países têm estruturas econômicas muito diferentes. Alguns são muito subdesenvolvidos, outros estão adiante. Por isso precisamos provavelmente fazer propostas flexíveis. E esperamos desses Estados que sejam também flexíveis no futuro. Tem que haver um acordo”, comentou Benita Ferrero-Waldner, comissária de Exterior da UE.
Questão ambiental
Amplos acordos de desenvolvimento e parceria a União Européia selou apenas com os países pobres do Caribe. Durante a cúpula, tanto europeus quanto latino-americanos acentuaram a necessidade de que se combata a pobreza extrema, que atinge 47 milhões de pessoas na América Latina.
Metas concretas visando a redução de poluentes não foram definidas durante o encontro em Lima. A UE ofereceu aos países latino-americanos um “pacote de proteção ao meio ambiente”, que deverá incentivar programas no setor climático no continente, entre estes eventualmente empréstimos que possam financiar a proteção da floresta amazônica. >>



