FOLHA ONLINE
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
O Ministério Público do Rio apresentou nesta terça-feira denúncia (acusação formal) contra o travesti André Luiz Albertini, que se envolveu em confusão com o jogador Ronaldo, do Milan. À Justiça, a Promotoria pediu também que o jogador seja ouvido sobre o caso.
| Lucas Dolega/Efe |
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| O atacante Ronaldo, do Milan, que se envolveu em confusão com travestis |
O promotor Alexandre Graça, autor da denúncia, diz que o travesti – que se identifica como Andréia – constrangeu Ronaldo “com o intuito de obter indevida vantagem financeira”. O travesti foi denunciado de acordo com o artigo 158 do Código Penal (extorsão), e pode pegar entre quatro e dez anos de reclusão, além de ter que pagar multa, ainda sem valor estipulado.
Na denúncia, o promotor afirma que Ronaldo saiu do jogo do Flamengo, no Maracanã, foi a uma boate na Barra (segundo a polícia, a boate 021) e, por volta das 4h foi à praça do Ó, também na Barra, “lugar conhecido como ponto de prostituição de travestis”.
“O denunciado, travesti que se prostitui naquela localidade, foi abordado pela vítima [...] e se apresentou como ‘Andréia’, tendo sido contratado para um programa. No trajeto até o motel, a vítima [Ronaldo] pediu que ‘Andréia’ chamasse duas amigas [...]“.
Também na versão do Ministério Público, Ronaldo só percebeu que Andréia e as duas amigas – os travestis Junior Ribeiro da Silva (Carla), e Vinicius Souza Cardoso da Silva (Veida) – eram travestis três horas depois de os quatro entrarem no quarto do motel Papillon, na Barra. Por isso, diz a denúncia, cancelou o programa e negociou com os travestis o pagamento de R$ 1.300 para cada um.
“Ocorre, porém, que o denunciado [Andréia], vislumbrando que seu cliente era famoso jogador de futebol, [...] aproveitou-se da situação e exigiu a quantia de R$ 50 mil, ameaçando-o de [...] procurar os jornais e revistas [...]“, diz a denúncia. >>



