FOLHA ONLINE
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza nas operações iniciais desta quinta-feira. Analistas ressaltam que a recuperação pode ser apenas pontual, após semanas consecutivas de perdas. A tendência predominante ainda é de queda, devido à inflação e a perspectiva de um aperto monetário (aumento dos juros básicos de uma economia) em nível mundial.
Com a possibilidade de que a taxa Selic – hoje em 12,25% ao ao – supere os 14% no final deste ano, alguns especialistas já comentam a possibilidade do Ibovespa chegar aos 65.000 pontos nas próximas semanas.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, avança 0,25%, para os 67.260 pontos. Ontem, a Bolsa fechou em queda de 1,97%.
O dólar comercial é negociado a R$ 1,606 para venda, em declínio de 0,06%. A taxa de risco-país atinge 190 pontos, número 2,06% inferior à pontuação final de ontem.
O dia já começou tenso: as Bolsas asiáticas sofreram fortes perdas no fechamento da sessão desta quinta-feira. A Bolsa de Xangai perdeu 6,5%, enquanto os mercados de Tóquio e Hong Kong cederam mais de 2%, com o pessimismo dos investidores locais.
Na Europa, a Bolsa de Londres sobe 0,21%, enquanto o mercado de Frankfurt tem leve baixa de 0,04%.
Entre as primeiras notícias do dia, o Departamento do Trabalho dos EUA revelou que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu em 5.000 na semana encerrada no último dia 14, ficando em 381 mil solicitações iniciais do benefício. Economistas do setor financeiro projetavam um total de 375 mil solicitações para o período.
Em um dia de agenda econômica esvaziada, investidores e analistas devem monitorar as cotações do barril do petróleo, principal insumo mundial e fator de inflação global. No front doméstico, o destaque fica por conta da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve se reunir hoje com a equipe econômica para discutir novas medidas contra a alta dos preços.


