TERRA
A polícia européia desarticulou uma rede iraquiana que traficava imigrantes ilegais mediante um valor de até 12 mil euros (US$ 18.630) por pessoa, informaram autoridades nesta segunda-feira.
“Esta foi uma das maiores operações coordenadas contra traficantes de pessoas e empregou mais de 1,3 mil policiais”, disseram em um comunicado a Europol, polícia do bloco com sede em Haya, e a Eurojust, agência de cooperação judicial.
As entidades informaram que a polícia prendeu 75 pessoas em investigações conjuntas na Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Noruega, Holanda, Suécia e Grã-Bretanha.
“Todos os suspeitos estariam envolvidos no tráfico clandestino de um grande número de imigrantes ilegais dentro da União Européia”, disseram a Europol e a Eurojust.
A investigação, denominada “Operação Bagdá”, levou a uma rede que envolve principalmente iraquianos e foi coordenada pelo Eurojust a pedido de magistrados franceses, que estabeleceram Paris como centro das operações conjuntas.
A rede é acusada de transportar imigrantes ilegais do Afeganistão, China, Turquia e Bangladesh para os países membros da UE. Acredita-se que um dos principais membros do grupo, baseado na França, tenha traficado cerca de 280 pessoas em seis meses.
Os imigrantes pagaram entre 10 mil e 12 mil euros e viajavam em caminhões, ônibus, botes ou aviões que saíam do Iraque para a Europa, via Turquia, segundo a Europol e a Eurojust.
Os parlamentares da UE aprovaram na semana passada uma lei que estabelece que os imigrantes ilegais podem ser detidos por até 18 meses e proibidos de voltar aos países do bloco por até cinco anos, medidas duramente criticadas em todo o mundo.
A Comissão Européia estima que cerca de 8 milhões de imigrantes ilegais vivam na Europa. Mais de 200 mil foram presos no primeiro semestre de 2007 pouco menos da metade foi repatriada.
Reuters


