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| O Talebã cobre por proteção a carregamentos de ópio |
Em entrevista na Rádio 4 da BBC, Costa disse que os recursos foram obtidos com um imposto de 10% cobrado de agricultores das áreas controladas pelo Talebã.
A ONU estima que a colheita do ano passado de papoulas, usadas como matéria-prima para a produção do ópio, teve um valor de US$ 1 bilhão.
Segundo Costa, o Talebã ganhou mais dinheiro ainda com outras atividades relacionadas ao comércio de ópio.
“Uma delas é a proteção a laboratórios e a outra é que os insurgentes oferecem proteção à carga, transportando ópio através da fronteira”, disse o funcionário da ONU.
As estatísticas finais para a colheita deste ano ainda não foram divulgadas, mas acredita-se que ela será menor por causa de seca, infestação e a proibição do cultivo de papoulas imposta no norte e leste do Afeganistão.
Isso vai levar a uma redução da receita obtida com a droga, “mas não muito”, afirmou Costa.
Nos últimos anos houve uma grande produção de papoulas, e os agricultores afegãos cultivaram mais do que a demanda global.
“No ano passado, os afegãos produziram cerca de 8 mil toneladas de ópio”, afirmou Costa.
“O mundo, nos últimos anos, consumiu cerca de 4 mil toneladas de ópio, o que deixa um excedente.”
“Ele está armazenado em algum lugar, não com os agricultores”, acrescentou.
Os estoques representam centenas de milhões de dólares e não se sabe se eles estão nas mãos de traficantes, autoridades afegãs corruptas, políticos ou do Talebã.
Segundo autoridades britânicas, a receita obtida com as drogas financia operações militares do Talebã.



