G1
Para Justiça, prisão era ilegal; policial agora responde processo em liberdade.
Jovem Daniel Duque foi baleado em frente a uma boate na Zona Sul do Rio no dia 28.
Foi solto na tarde desta segunda-feira (14) o policial militar suspeito de atirar e matar o jovem Daniel Duque, em frente a uma boate em Ipanema, Zona Sul do Rio na madrugada do dia 28. Marcos Pereira do Carmo foi denunciado pela Promotoria de Justiça por homicídio com dolo eventual – quando o autor assume a responsabilidade pelos seus atos. Ele responderá ao processo em liberdade.
Marcos prestou depoimento nesta tarde, e deixou o Fórum do Rio, no Centro da cidade, em liberdade. A Justiça decretou a revogação da prisão de Parreira, alegando que ela seria ilegal.
No depoimento, o PM se defendeu das acusações, dizendo que o tiro que matou o jovem teria sido acidental. Segundo o policial depois de dar dois tiros
para o alto, Daniel Duque teria tentado tirar a arma de Parreira, quando foi atingido acidentalmente.
A polícia recebeu o laudo do Instituto Médico Legal que mostra como e onde Daniel Duque, de 18 anos, foi atingido. O laudo, segundo o diretor de polícia da capital, Sérgio Caldas, já foi juntado aos autos e consta que a causa da morte foi um tiro que entrou na altura da axila.
“Não foi transfixante e constam lesões pelo corpo. Aponta especificamente a ferida causada pelo projétil. Foi à curtíssima distância, foi bem próximo que ele tem elementos característicos de pólvora”.
O policial fazia segurança do filho da promotora Márcia Velasco, Pedro Velasco. a promotora divulgou uma carta solidarizando-se com os pais de Daniel . A mãe de Pedro clamou por justiça.
Em carta, a promotora, que está sob proteção policial há sete anos em razão de ameaças do traficante Fernandinho Beira-Mar, disse que ela e sua família convivem com o medo.
Márcia Velasco diz, ainda, que o policial Marcos Parreira do Carmo sempre demonstrou autocontrole e pede que ele seja julgado, e não pré-julgado, com o direito de defesa que se deve a todos, e que até Beira-Mar recebeu.
No depoimento que prestou à 14ª DP (Leblon), Pedro Velasco confirmou a versão do soldado da PM. O jovem relatou que viu o PM sendo cercado e quase dominado pelo grupo que estava com a vítima.
Já um amigo de Daniel, identificado apenas como Gustavo, deu outra versão. De acordo com a polícia, o jovem disse que ele, Daniel e mais outro amigo foram xingados por um grupo de rapazes. Segundo Gustavo, um homem sacou uma pistola e apontou na sua direção dizendo que ele queria arrumar confusão.
Durante a briga, Gustavo disse ter ouvido três tiros e, em seguida, viu Daniel caído no chão, levando ainda dois chutes.


