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Apevisa apreende produto ilegal para impotência

In Science & Health on 25/07/2008 at 3:00 PM

PERNAMBUCO.COM

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) enviou nesta sexta-feira à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Brasília, amostras do complemento alimentar Prazeron, que vinha sendo comercializado no Recife como se fosse um medicamento para impotência sexual. O produto, que não tem registro no Brasil, será analisado para que se avalie a sua composição.

De acordo com o gerente da Apevisa, Jaime de Brito, as investigações sobre o produto foram iniciadas em decorrência de denúncias recebidas de consumidores, que questionaram à agência a publicidade do Prazeron. “Nas propagandas, o produto se propunha a funcionar como um medicamento com poder curativo contra a impotência sexual”, explicou Brito. Segundo ele, a situação se configura como publicidade enganosa. “Para ser vendido como medicamento, o produto, que na verdade é um suplemento alimentar, teria que ter o registro equivalente”, observa.

Para verificar a venda irregular do produto, a própria delegada responsável pelas investigações ligou para a empresa responsável pela distribuição do Prazeron e encomendou o produto, que só é vendido de porta em porta. Quando o vendedor compareceu para a entrega, o produto foi apreendido.

A polícia esteve na empresa distribuidora do Prazeron, na Ilha do Leite, mas o responsável não foi encontrado. A polícia está em busca do dono do empreendimento. Ele pode ser condenado por crime contra a saúde pública, que prevê uma pena de detenção de 10 a 15 anos e multa de até R$ 1 milhão.

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