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Troca de sexo fica como está, apesar de portaria

In LGBT, Science & Health on 21/08/2008 at 3:52 PM

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Hospital da Unicamp não vai integrar rede autorizada pelo Ministério da Saúde para realizar a cirurgia  
 

 

Delma Medeiros

Sheila Soriano fez a cirurgia há 5 meses

Sheila Soriano fez a cirurgia há 5 meses

Foto: Estevan Scuoteguazza/AAN

O Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não vai integrar a rede autorizada pelo Ministério da Saúde para realizar a cirurgia de mudança de sexo (transexualização) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pelo menos a curto prazo. O Ministério publicou no Diário Oficial, no último dia 18, a portaria determinando a operação pelo SUS. O procedimento ainda não foi regulamentado e deve demorar para ser incorporado à rede pública.

O HC, que fez uma cirurgia de transexualização há alguns anos, informa que não recebeu nenhum comunicado do Ministério e que a médio prazo não há expectativa de oferta do serviço. A médica da Unidade de Endocrinologia e responsável pelo Ambulatório de Transexualidade do HC/USP, Elaine Maria Frade Costa, explica que o problema no hospital não é destinação de recursos, mas falta de vagas. “Não há fila específica para esta cirurgia, mesmo porque seria privilegiar um procedimento eletivo. Os pacientes esperam na mesma fila por vaga no centro cirúrgico. A curto prazo não vamos ampliar a oferta”, afirma. Segundo Elaine, a decisão do Ministério é importante porque abre a possibilidade de liberação de recursos para outros hospitais.

Em 10 anos, 25 pessoas passaram pelo procedimento no HC/USP. Aproximadamente outras dez já passaram por todo o processo preliminar e aguardam para fazer a cirurgia até janeiro, e cerca de 50 estão na fila para fazer a avaliação inicial. Segundo Elaine, da primeira avaliação à cirurgia, a média de tempo é de 4 anos, “variável de acordo com a paciente”.

COMO É. O Ambulatório de Endocrinologia tem apenas dois dias por mês no centro cirúrgico para seus procedimentos, que incluem cirurgias de transexualização e de ambiguidade sexual. Para se cadastrar ao procedimento, o paciente tem que ser encaminhado por médico ou serviço de saúde para o Ambulatório de Endocrinologia ou de Psiquiatria do HC/USP.

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