O faturamento dos jornais com receita publicitária no Brasil este ano cresceu 15,55%, totalizando R$ 2,5 bilhões de janeiro a setembro últimos. O levantamento divulgado pelo projeto Inter-meios indica que o setor foi um dos que registraram mais alto índice de aumento entre os que cresceram no país
Por Zé Dirceu, em seu blog
A TV aberta continua na mídia nacional com a maior participação no bolo publicitário – nos primeiros nove meses desse ano, as emissoras abocanharam R$ 8,9 bilhões do total da verba publicitária no país. Mas ela foi batida pelo crescimento das verbas publicitárias na internet, cujas receitas aumentaram 47,2% nos nove meses desse 2008 se comparadas com o mesmo período de 2007.
Este ano, até setembro, a internet já havia faturado R$ 519 milhões com publicidade. Enquanto isso, o salário dos jornalistas e das demais categorias de trabalhadores que atuam nas empresas jornalísticas e de todas as mídias está lá embaixo. Levantamentos dos sindicatos da categoria indicam que a remuneração desses trabalhadores nunca esteve tão baixa.
Sem contar que muitas empresas jornalísticas desobedecem a Lei do Piso — por volta de R$ 2.500,00 para jornalista hoje — burlando-a com a contratação de profissionais registrados como se fossem de outras profissões, embora eles desempenhem atividades jornalísticas.
E as agências de comunicação, que já absorvem 50%, em média, da mão de obra da categoria jornalística hoje, desconhecem e não pagam os índices de reajuste anual pactuados entre os sindicatos de patrões e empregados da área.
Outra distorção, cada vez mais comum no mercado de trabalho jornalístico é que as empresas, que pagam regiamente a algumas “estrelas”, já não contratam com carteira assinada a maioria dos profissionais da área. Obriga-os a serem prestadores de serviço como pessoas jurídicas, sem nenhum direito social, além do que recolhem muito menos imposto de renda do que o retido na fonte quando o profissional é regularmente contratado.
Fonte: Vermelho Online
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