Trabalho do sindicato dos professores alertou para aumento de violência. Professora conta rotina de convivência com traficantes, armas e drogas
As escolas públicas situadas em áreas de risco estão sendo transformadas em entrepostos do tráfico. O alerta foi feito há dois anos por uma profissional de educação e repetido na quarta-feira (19), um dia depois de a polícia encontrar um arsenal de armas e drogas num Centro Integrado de Educação Pública (Ciep), no Morro São João, no Engenho Novo, subúrbio do Rio, quando também uma equipe de manutenção da Secretaria estadual de Educação foi impedida de entrar na unidade.
“Essa violência está sendo potencializada pelo abandono do poder público. O próprio desenvolvimento da atividade docente está comprometido. Muitos profissionais estão abandonando a rede com doenças como síndrome do pânico, depressão ou fobia. Essas unidades viraram depósitos de alunos. A tragédia continua rondando essas escolas”, afirma a coordenadora-geral do Sindicato estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), Vera Nepomuceno.
Segundo ela, o episódio de terça-feira (18) no Ciep do Engenho Novo é mais uma constatação dos dados de um dossiê elaborado em 2006 e que já apontava a ameaça a 200 escolas municipais e estaduais, relatando situações em que alunos, professores e outros funcionários estariam convivendo com assaltos, tráfico de drogas e até homicídios.


